
ARTISTAS
Criação, coautoria, produção e realização
Pedro Sousa Loureiro aka Feathering
Coautoria
Miguel Stichini
Música original e sonoplastia
Francisco Barahona/Fresko
Interpretação
Ana Graça, Francisco Barahona/Fresko, Margarida Bento, Margarida Cardeal, Pedro Sousa Loureiro aka Feathering e Violeta Luz
Participação em vídeo
Alex Azevedo, Ana Noronha Andrade, Gilvânio Souza Gigi e Marta Barahona Abreu
Fotografia
© Alípio Padilha
Design de Luz
Miguel Cruz
Apoios
Fundação Calouste Gulbenkian, Pólo Cultural das Gaivotas, Câmara Municipal de Lisboa, Escola de Mulheres, Escola Secundária de Camões e The Board Agency
Horário
Local
Morada
R. Gomes Freire, 161
Duração
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“Avó Magnética / Magnetic Grandmother” dá visibilidade à marginalização e à aceitação, partindo do ponto de vista progressista de uma Avó, Margarida Oliveira, que viveu com o seu tio Joaquim, homossexual, na década de 60 e 70.
Margarida Oliveira, avó paterna do coautor e encenador, serve de ponto de partida, de musa.
Uma mulher que na década de 60 se muda de Mangualde para Sacavém com crianças ainda nos braços e que rapidamente se torna vendedora de leite porta a porta, e mais tarde de fruta e vegetais, numa praça na mesma cidade.
Apelidada de “mulher-homem” sempre que se deslocava sozinha, ou com a ajuda de um dos filhos, ao Campo Grande (Lisboa) para comprar e/ou acartar mercadorias, sobreviveu e reergueu-se sob o peso da dupla responsabilidade que a sociedade lhe atribuía, no limiar do que lhe era — ou não — esperado, tal como tantas outras mulheres.
Anos mais tarde, muitas destas avós aceitaram também, sem ideias pré-concebidas, diferentes condições de divergência na sua comunidade - porque também elas a dada altura estiveram sob o escrutínio social por ousarem transgredir os moldes estabelecidos.
É esta herança que direta ou indiretamente estamos hoje a celebrar, a prestar homenagem a Margarida Oliveira e a todas as outras avós que, sem saberem, enfrentaram sem medo estigmas sociais.
Nós celebramos estas mulheres de força maior, que sempre receberam e acolheram a dor alheia de braços abertos, depois de elas próprias terem vivido, na pele, a exclusão.
