Avó Magnética
Pedro Sousa Loureiro aka Feathering
Avó magnética no festival todos
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Portugal

ARTISTAS

Criação, coautoria, produção e realização

Pedro Sousa Loureiro aka Feathering


Coautoria

Miguel Stichini


Música original e sonoplastia

Francisco Barahona/Fresko


Interpretação

Ana Graça, Francisco Barahona/Fresko, Margarida Bento, Margarida Cardeal, Pedro Sousa Loureiro aka Feathering e Violeta Luz


Participação em vídeo

Alex Azevedo, Ana Noronha Andrade, Gilvânio Souza Gigi e Marta Barahona Abreu


Fotografia

© Alípio Padilha


Design de Luz

Miguel Cruz


Apoios

Fundação Calouste Gulbenkian, Pólo Cultural das Gaivotas, Câmara Municipal de Lisboa, Escola de Mulheres, Escola Secundária de Camões e The Board Agency


Horário

10 set | 21h00


Local

Sala Estúdio Valentim de Barros (Jardins do Bombarda - Centro Cultural e Comunitário)

Morada

R. Gomes Freire, 161

Duração

90min

Preço: 5€

BILHETES AQUI


M/12

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“Avó Magnética / Magnetic Grandmother” dá visibilidade à marginalização e à aceitação, partindo do ponto de vista progressista de uma Avó, Margarida Oliveira, que viveu com o seu tio Joaquim, homossexual, na década de 60 e 70.


Margarida Oliveira, avó paterna do coautor e encenador, serve de ponto de partida, de musa.

Uma mulher que na década de 60 se muda de Mangualde para Sacavém com crianças ainda nos braços e que rapidamente se torna vendedora de leite porta a porta, e mais tarde de fruta e vegetais, numa praça na mesma cidade.


Apelidada de “mulher-homem” sempre que se deslocava sozinha, ou com a ajuda de um dos filhos, ao Campo Grande (Lisboa) para comprar e/ou acartar mercadorias, sobreviveu e reergueu-se sob o peso da dupla responsabilidade que a sociedade lhe atribuía, no limiar do que lhe era — ou não — esperado, tal como tantas outras mulheres.


Anos mais tarde, muitas destas avós aceitaram também, sem ideias pré-concebidas, diferentes condições de divergência na sua comunidade - porque também elas a dada altura estiveram sob o escrutínio social por ousarem transgredir os moldes estabelecidos.


É esta herança que direta ou indiretamente estamos hoje a celebrar, a prestar homenagem a Margarida Oliveira e a todas as outras avós que, sem saberem, enfrentaram sem medo estigmas sociais.


Nós celebramos estas mulheres de força maior, que sempre receberam e acolheram a dor alheia de braços abertos, depois de elas próprias terem vivido, na pele, a exclusão.

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